Juro real elevado média atrai capital especulativo e encurta prazo para ajuste fiscal
O elevado juro real no Brasil, acima da média histórica, atrai capital especulativo, mas é insustentável a longo prazo e aponta para uma dívida pública de 100% do PIB em dez anos, exigindo um ajuste fiscal crível.
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21/03 às 08:30
Pontos principais
- O juro real brasileiro, especialmente o de curto prazo em dois dígitos, é considerado insustentável a longo prazo e pode levar a dívida pública a 100% do PIB em dez anos.
- Especialistas alertam que o tempo para um ajuste fiscal crível está se esgotando, apesar do corte da Selic pelo Copom.
- Para um afrouxamento monetário consistente, a política fiscal precisa se alinhar à política monetária, segundo Luciano Rostagno.
- Marco Antonio Caruso destaca que a política fiscal, através do superávit primário, é a única variável controlável para influenciar os juros reais.
- Felipe Sichel aponta que gastos elevados e arrecadação volátil contribuem para uma percepção negativa da dívida e exigem maior prêmio de risco.
- O juro real elevado atrai investidores estrangeiros e fluxo de capital, mas principalmente capital especulativo que pode sair rapidamente.
- A deterioração fiscal global desde 2020 tem contribuído para uma tendência de alta do juro real neutro em nível mundial.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luciano Rostagno (estrategista-chefe da EPS Investimentos)Marco Antonio Caruso (economista do Santander)Felipe Sichel (economista-chefe da Porto Asset)Gean Lima (gestor de portfólio da Connex Capital)Luiz Inácio Lula da Silva
Organizações
BroadcastGrupo EstadoComitê de Política Monetária (Copom)EPS InvestimentosBanco CentralSantanderPorto AssetConnex Capital
Lugares
Brasil
