Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por ataques fatais
O Parlamento de Israel aprovou um projeto de lei que institui a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques fatais em tribunais militares, uma medida que gerou condenação internacional e críticas de discriminação.
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30/03 às 22:12
Pontos principais
- O Parlamento de Israel aprovou um projeto de lei que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques fatais em tribunais militares.
- A lei, promovida por aliados de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, é criticada por aplicar-se principalmente a palestinos, com exceções para israelenses judeus.
- A legislação exige execução por enforcamento em 90 dias, com pouca margem para atraso e sem direito à clemência, embora permita prisão perpétua em 'circunstâncias especiais'.
- Israel aboliu a pena de morte por assassinato em 1954, tendo executado apenas Adolf Eichmann em 1962 após um julgamento civil.
- A medida atraiu críticas internacionais e condenação do presidente palestino Mahmoud Abbas, que a classificou como violação do direito internacional e tentativa de intimidação.
- Grupos militantes palestinos como Hamas e Jihad Islâmica conclamaram ataques em vingança, enquanto grupos de direitos humanos em Israel a consideram um ato de discriminação e violência racista.
- A nova lei é a mais recente ação da coalizão de Netanyahu a gerar preocupação entre aliados ocidentais de Israel.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro)Adolf Eichmann (arquiteto do Holocausto nazista)Itamar Ben-Gvir (ministro da Segurança Nacional)Mahmoud Abbas (presidente palestino)
Organizações
Parlamento de IsraelHamasJihad IslâmicaAssociação de Direitos Civis em IsraelSuprema Corte de Israel
Lugares
IsraelCisjordâniaGazaJerusalém Oriental

