Irã lança bombas de fragmentação em direção a Tel Aviv
O Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, Israel, em retaliação à morte de Ali Larijani, reacendendo o debate sobre o uso desse tipo de armamento proibido por uma convenção internacional da qual ambos os países não são signatários.
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17/03 às 22:23
Pontos principais
- O Irã lançou mísseis com bombas de fragmentação contra Tel Aviv, Israel, em retaliação à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã.
- Bombas de fragmentação são armamentos que liberam submunições sobre uma área extensa, sendo consideradas perigosas para civis devido à sua ampla dispersão e falha de detonação.
- Uma convenção de 2008 proíbe o uso dessas munições, mas nem Israel nem Irã são signatários, assim como potências como EUA, Rússia, Ucrânia e Brasil.
- Israel já foi acusado de usar munições de fragmentação contra o Líbano em conflitos anteriores, e o Irã também foi denunciado por seu uso em 2025.
- Organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional criticam o uso dessas armas, destacando os riscos para civis e a persistência de submunições não detonadas como minas terrestres.
- O Brasil também não é signatário da convenção e foi criticado em 2017 por fabricar bombas de fragmentação usadas em ataques no Iêmen.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ali Larijani (chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã)Steve Goose (diretor da divisão de armas da Human Rights Watch e presidente da Coalizão Contra Munições Cluster)
Organizações
TV estatal iranianaForças Militares de IsraelComitê Internacional da Cruz VermelhaHuman Rights WatchCoalizão Contra Munições ClusterAnistia InternacionalLandmine and Cluster Munition MonitorHezbollah
Lugares
Tel AvivIsraelIrãLíbanoDublinUcrâniaBrasilIêmenArábia SauditaBeirute
