Indústria elogia queda de juros, mas acha corte insuficiente para recuperar perdas
A indústria brasileira elogiou a redução da taxa Selic pelo Copom, mas considerou o corte de 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano insuficiente para reverter a desaceleração econômica e estimular investimentos, defendendo cortes mais agressivos e responsabilidade fiscal do governo.
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19/03 às 11:56
Pontos principais
- O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,75% ao ano, uma decisão vista como positiva, mas "tímida" pela indústria.
- Fiesp criticou a "punição ao investimento" e a "inércia da renda fixa" devido aos juros considerados "absurdos".
- A CNI afirmou que a medida é insuficiente para interromper a desaceleração econômica, destravar investimentos e reduzir o endividamento.
- Ricardo Alban (CNI) argumenta que a inflação em desaceleração justificaria uma queda mais acentuada dos juros.
- A Firjan concorda que o patamar de juros permanece restritivo, especialmente para a indústria de transformação.
- As entidades industriais defendem uma agenda de responsabilidade fiscal para permitir juros menores e sustentáveis.
- A taxa de juros real de 10,4% ao ano está 5,4 p.p. acima da taxa neutra estimada pelo BCB.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Paulo Skaf (presidente da Fiesp)Ricardo Alban (presidente da CNI)Luiz Césio Caetano (presidente da Firjan)Jonathas Goulart (economista-chefe da Firjan)
Organizações
Comitê de Política Monetária (Copom)Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)Banco Central (BC)Confederação Nacional da Indústria (CNI)Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)
Lugares
BrasilSão PauloRio de Janeiro

