IA não é a vilã do emprego, diz gestor da Itaú Asset — veja o verdadeiro risco
Bruno Bak, da Itaú Asset, argumenta que a inteligência artificial não é a principal ameaça ao emprego, mas sim o mercado de trabalho americano, que apresenta um paradoxo de crescimento econômico com fraca geração de vagas, sendo este o verdadeiro ponto de interrogação para os próximos meses.
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12/03 às 20:30
Pontos principais
- A inteligência artificial não é vista como a vilã do emprego em massa, segundo Bruno Bak da Itaú Asset.
- O verdadeiro risco e oportunidade para a economia americana em 2026 reside no mercado de trabalho, que mostra um paradoxo de crescimento do PIB com baixa geração de empregos.
- A Artax, mesa da Itaú Asset, projeta uma recuperação gradual do emprego nos EUA em 2026, impulsionada por estímulos fiscais, cortes de juros do Fed e resiliência do consumidor.
- Bak compara a IA com a Revolução Industrial e o advento da internet, onde o desemprego em massa não se concretizou, mas houve transformação nas ocupações.
- Pesquisas indicam que 80% dos CEOs americanos usam IA, mas a maioria ainda não percebe ganho real de produtividade.
- Um cenário alternativo, menos provável, sugere que a produtividade da IA pode ter disparado silenciosamente, levando a uma menor contratação e forçando o Fed a cortes de juros mais agressivos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Bruno Bak (head da mesa Artax da Itaú Asset)Christopher Waller (governador do Federal Reserve)Lucas Collazo
Organizações
Itaú AssetArtaxFederal Reserve (Fed)BBMPactualOpportunityInfomoneyKapitalo
Lugares
Estados UnidosIrã
