GPA e Raízen: o que a recuperação extrajudicial indica e o que esperar para as ações?
GPA e Raízen anunciam recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas bilionárias, gerando questionamentos no mercado sobre as condições financeiras da economia e o futuro de suas ações.
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11/03 às 13:26
Pontos principais
- GPA (PCAR3) e Raízen (RAIZ4) entraram com pedidos de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas de R$ 4,5 bilhões e R$ 65,1 bilhões, respectivamente.
- A recuperação extrajudicial do GPA abrange obrigações de pagamento sem garantia, excluindo dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e trabalhistas.
- A Raízen, controlada por Cosan e Shell, busca reestruturar dívidas financeiras quirografárias, com apoio de credores titulares de mais de 47% das dívidas.
- Especialistas apontam que os pedidos de recuperação extrajudicial em setores distintos indicam um ambiente financeiro mais restritivo e a necessidade de reorganização de passivos.
- A Selic elevada (15%) e a volatilidade internacional são fatores que impactam a sustentabilidade financeira de empresas em setores como energia, varejo e agronegócio.
- Analistas preveem volatilidade para as ações de GPA e Raízen no curto e médio prazos, com o mercado reagindo com cautela e buscando oportunidades especulativas.
- A Shell, uma das controladoras da Raízen, não pretende aumentar sua participação, o que reduz a expectativa de suporte de capital robusto no curto prazo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Olívia Flôres de Brás (CEO da Magno Investimentos)Max Mustrangi (CEO da Excellance e especialista em reestruturação de empresas)Pedro Galdi (analista CNPI do AGF)Gustavo Moreira (especialista em Investimentos e MBA em Finanças pela B7 Business School)Cristiano Leal (especialista em investimentos e MBA em Finanças pela B7 Business School)
Organizações
GPARaízenMagno InvestimentosExcellanceAGFB7 Business SchoolJPMorganGrupo Coelho DinizCasinoCosanShellReuters
