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Frigorífico é obrigado a transferir grávidas de setor após abortos

Um frigorífico da MBRF em Lucas do Rio Verde (GO) foi obrigado, por acordo judicial com o MPT, a transferir gestantes de setores com ruído excessivo após a identificação de 144 ocorrências de aborto ou ameaça de aborto e outras complicações de saúde relacionadas às condições de trabalho.

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07/03 às 10:03

Pontos principais

  • Um frigorífico da MBRF foi judicialmente obrigado a realocar gestantes de ambientes com ruído acima de 80 decibéis, sem redução de remuneração.
  • A decisão judicial decorre de um caso de 2024, onde uma trabalhadora grávida perdeu as filhas gêmeas após ser impedida de sair do trabalho.
  • O MPT identificou 144 ocorrências de aborto ou ameaça de aborto e 71 atestados médicos relacionados à exposição a ruído intenso entre 116 trabalhadoras.
  • O acordo prevê acompanhamento médico multidisciplinar, capacitação de lideranças e transporte emergencial para gestantes.
  • A empresa se comprometeu a implementar um programa de gestão em saúde para gestantes e pode ser multada em caso de descumprimento.
  • A procuradora Priscila Schvarcz destaca que a atuação do MPT visa prevenir danos à saúde fetal e conscientizar sobre direitos trabalhistas em frigoríficos.
  • A MBRF afirma seguir a legislação e ter um programa de acompanhamento para gestantes desde 2017, mas o MPT aponta que a empresa não identificou correlação entre os casos e as atividades.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Priscila Assunção Lopes Nunes (juíza)Priscila Dibi Schvarcz (procuradora do MPT)

Organizações

MBRFJustiça do TrabalhoMinistério Público do Trabalho (MPT)Agência BrasilSUSFundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)Fundo de Direitos Difusos (FDD)

Lugares

Lucas do Rio Verde (GO)Brasil