Exame de sangue para Alzheimer avança na detecção precoce
Um novo estudo publicado na Nature Communications reforça a eficácia do biomarcador sanguíneo pTau217 na detecção precoce do Alzheimer, anos antes dos sintomas, tornando o diagnóstico mais acessível e menos invasivo.
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03/05 às 14:15
Pontos principais
- A detecção precoce do Alzheimer por exame de sangue é uma área promissora, substituindo métodos caros e invasivos.
- Um estudo na Nature Communications mostra que o biomarcador sanguíneo pTau217 pode identificar sinais da doença anos antes dos sintomas.
- Conduzido pelo Mass General Brigham, o estudo acompanhou 317 adultos por oito anos, medindo pTau217 e realizando exames cerebrais.
- Resultados indicaram que níveis mais altos de pTau217 correlacionam-se com progressão mais rápida do Alzheimer, mesmo com exames cerebrais normais.
- Pesquisas mostram que 85% a 94% das pessoas aceitariam ou considerariam importante um exame de sangue para risco de Alzheimer.
- Apesar do potencial sofrimento emocional, 87% dos participantes afirmaram que adotariam medidas para melhorar a saúde cerebral diante de um risco maior.
- Um estudo brasileiro do IDOR também destacou o pTau217 como um biomarcador promissor, com alta precisão na diferenciação de pacientes com alterações compatíveis com a doença.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Helio Magarinos Torres Filho (patologista clínico, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico e colaborador em pesquisas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino)
Organizações
Nature CommunicationsMass General BrighamHarvardUniversidade NorthwesternRichet Medicina & DiagnósticoInstituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)
Lugares
Estados UnidosChicago

