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Estudo mostra que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres

Um estudo da PUCPR revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, que dedicam mais de mil horas anuais a um trabalho não remunerado e socialmente invisível, impactando suas vidas profissionais e acadêmicas.

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04/03 às 17:59

Pontos principais

  • 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, principalmente filhas, cônjuges e netas, com média de idade de 48 anos.
  • Mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que homens em tarefas domésticas e cuidados, totalizando mais de mil horas anuais não remuneradas.
  • O trabalho do cuidado é culturalmente forte no Brasil, afetando a vida profissional e os estudos de mulheres e meninas.
  • Países como Finlândia, Dinamarca, França, Áustria, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Irlanda e Espanha possuem políticas de apoio e compensação para cuidadores.
  • A Política Nacional do Cuidado, instituída no Brasil no final de 2024, ainda está em implementação e é considerada tímida.
  • A pesquisa, com entrevistas em Paraná e Santa Catarina, mostra que muitas mulheres abandonam o trabalho formal para cuidar de familiares.
  • A sobrecarga recai sobre a "Geração Sanduíche", e há casos recentes de juízes concedendo compensação financeira a ex-mulheres pelo tempo de cuidado.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Valquiria Elita Renk (professora e pesquisadora da PUCPR)Ana Silvia Juliatto Bordini (pesquisadora)Sabrina P. Buziquia (pesquisadora)

Organizações

Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Agência Brasil

Lugares

BrasilFinlândiaDinamarcaFrançaÁustriaAlemanhaHolandaReino UnidoIrlandaEspanhaUruguaiParanáSanta Catarina