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Estudo indica que Cerrado pode armazenar mais carbono que Amazônia

Um novo estudo revela que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar até seis vezes mais carbono por hectare do que a Amazônia, destacando a importância subestimada do bioma no combate às mudanças climáticas.

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12/03 às 16:41

Pontos principais

  • Áreas úmidas do Cerrado, como veredas e campos úmidos, podem armazenar cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare, superando a densidade média da Amazônia.
  • O estudo, liderado por Larissa Verona, é a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono nesses ambientes do Cerrado, com amostras de solo de até quatro metros de profundidade.
  • Testes de datação por radiocarbono indicam que parte do carbono armazenado é extremamente antigo, com idade média de 11 mil anos e registros de mais de 20 mil anos.
  • A falta de oxigênio em ambientes úmidos do Cerrado desacelera a decomposição, permitindo o acúmulo de matéria orgânica e grandes quantidades de carbono.
  • O Cerrado, o segundo maior bioma da América do Sul, é crucial para o clima global, mas sua importância é subestimada nos cálculos climáticos.
  • A expansão agrícola, drenagem de áreas úmidas e retirada de água para irrigação são ameaças que podem liberar o carbono armazenado, transformando-o em gases de efeito estufa.
  • Pesquisadores defendem a ampliação da proteção das áreas úmidas do Cerrado e o reconhecimento de seu papel climático, alertando que o bioma é frequentemente visto como um "bioma de sacrifício" para a agricultura.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Larissa Verona (pesquisadora)Amy Zanne (pesquisadora, coautora do estudo)Rafael Oliveira (professor da Unicamp)

Organizações

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)Cary Institute of Ecosystem StudiesInstituto Max PlanckJardim Botânico do Rio de Janeiro

Lugares

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