Equipe econômica estima alta de gastos públicos três vezes acima do limite da regra fiscal em 2026
A equipe econômica prevê que os gastos públicos em 2026 crescerão quase 8% acima da inflação, superando em 3,2 vezes o limite de 2,5% do arcabouço fiscal, impulsionados por despesas previdenciárias e com servidores, além de exceções à regra.
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01/05 às 04:01
Pontos principais
- A equipe econômica estima que as despesas totais do governo em 2026 somarão R$ 2,63 trilhões, com um crescimento real de 7,95%, ou R$ 194 bilhões.
- Esse aumento real projetado é 3,2 vezes superior ao limite de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal, conforme o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027.
- O Ministério da Fazenda justifica a diferença devido a despesas fora do limite da regra fiscal, período de cálculo distinto e etapa de execução da despesa.
- A Instituição Fiscal Independente (IFI) e a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados alertam para o enfraquecimento do arcabouço fiscal devido ao crescente número de exceções.
- Grande parte da pressão de aumento dos gastos está relacionada às despesas previdenciárias (7,6% de alta real) e com servidores públicos (quase 12% de alta real), ambas dentro do limite do arcabouço fiscal.
- Para cumprir a meta fiscal, o governo terá que comprimir gastos discricionários, como investimentos em infraestrutura e bolsas de estudo, devido à expansão dos gastos obrigatórios.
- O crescimento dos gastos e a alta taxa de juros (14,5% ao ano) pressionam a dívida pública brasileira, exigindo reformas mais profundas nos gastos obrigatórios, como previdência e pessoal.
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Lula (presidente)Jair Bolsonaro (ex-presidente)Rogério Ceron (ex-secretário do Tesouro Nacional)Fernando Haddad (ex-ministro da Fazenda)
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