Encontro debate importância do ensino de jornalismo diante de IA
Um encontro em Brasília debate a importância de uma formação crítica e ética no ensino de jornalismo, frente aos avanços da inteligência artificial e da desinformação, enfatizando a necessidade de reafirmar o papel humano e social da profissão.
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23/04 às 07:45
Pontos principais
- A professora Marluce Zacariotti, presidente da Abej, defende que o ensino de jornalismo deve focar em crítica e ética diante da IA e da desinformação.
- Ela ressalta que a formação deve trabalhar temas como IA e combate à desinformação de forma transversal, sem a necessidade de novas disciplinas.
- A pesquisa jornalística, metodologias de verificação de dados e o papel da extensão universitária são pilares essenciais para a formação.
- É crucial que os cursos de jornalismo estabeleçam parcerias para fortalecer a extensão e ajudar a decifrar o "novo universo" midiático.
- A formação não deve vilanizar as tecnologias, mas sim ensinar a utilizá-las da melhor maneira possível, aproveitando seu potencial.
- A consciência cidadã e a educação midiática são fundamentais para que o jornalista explique ao público o ecossistema mediático e a diferença entre jornalistas e influenciadores.
- O cenário atual reconfigura o ecossistema midiático, com as big techs sendo as novas corporações dominantes, exigindo que a crítica e a ética precedam a técnica.
- A formação presencial é valorizada, pois o jornalismo é uma atividade coletiva que exige troca e discussão, afetando o perfil do jornalista.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marluce Zacariotti (professora da Universidade Federal do Tocantins e presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo)
Organizações
Universidade Federal do Tocantins (UFT)Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej)Universidade de Brasília (UnB)Agência BrasilRepórteres Sem Fronteiras (RSF)
Lugares
Brasília
