Emissões de gases caem em 2024, mas meta climática segue em risco
As emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil caíram 16,7% em 2024, atingindo 2,145 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, impulsionadas principalmente pela redução do desmatamento, mas a meta climática para 2025 ainda está em risco e exige medidas adicionais em outros setores.
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17/03 às 17:28
Pontos principais
- As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024, totalizando 2,145 bilhões de toneladas de CO2e, a segunda maior redução da série histórica desde 1990.
- A queda é atribuída principalmente à diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, onde as emissões por mudança de uso da terra recuaram 32,5%.
- Incêndios florestais em 2024 atingiram o maior nível da série histórica, com 241 milhões de toneladas de CO2e, e poderiam dobrar as emissões líquidas se contabilizados no inventário oficial.
- Setores como energia, processos industriais e resíduos registraram aumento nas emissões, enquanto a agropecuária teve uma leve queda.
- O relatório do Observatório do Clima projeta que o Brasil deve perder por pouco a meta de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025, necessitando de medidas adicionais além do controle do desmatamento.
- O governo federal lançou o Plano Clima, que visa reduzir as emissões de CO2 entre 59% e 67% até 2035, com o objetivo de zerar as emissões de GEE até 2050.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Observatório do Clima (OC)Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG)Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora)Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema)Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI)Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Lugares
BrasilAmazôniaCerradoPampaMato GrossoArábia SauditaEstados UnidosSão PauloAlagoasPernambucoParáMinas GeraisBrasília
