Emendas turbinadas contemplaram senadores que evitaram declarar apoio a Messias
O governo Lula liberou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares a senadores nas semanas que antecederam a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, incluindo nomes da oposição e da base que se ausentaram ou votaram contra.
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02/05 às 08:48
Pontos principais
- O governo Lula liberou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares ao Senado antes da votação de Jorge Messias para o STF.
- A liberação ocorreu entre 10 de abril e a rejeição de Messias, com o objetivo de angariar apoio para a indicação.
- Senadores da oposição, como Romário, Wellington Fagundes e Marcos do Val, e da base, como Cid Gomes e Weverton Rocha, foram contemplados com as emendas.
- Apesar da liberação de verbas, Jorge Messias teve sua indicação rejeitada com 42 votos contrários e 34 a favor.
- A derrota de Messias evidenciou traições e ausências na base governista, como a de Cid Gomes, que recebeu R$ 54,1 milhões em emendas.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como articulador nos bastidores para barrar a indicação, tendo recebido R$ 15,5 milhões em emendas individuais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Jorge Messias (advogado-geral da União)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Cid Gomes (senador)Weverton Rocha (senador)Davi Alcolumbre (presidente do Senado)Romário (senador)Wellington Fagundes (senador)Marcos do Val (senador)Eduardo Braga (senador)Jader Barbalho (senador)Renan Calheiros (senador)Renan Filho (senador)Omar Aziz (senador)Jaques Wagner (líder do governo no Senado)
Organizações
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Lugares
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