Em relatório, Transparência Internacional cita intimação de presidente da Unafisco como exemplo de 'efeito inibidor' no Brasil
Um relatório da Transparência Internacional aponta a intimação do presidente da Unafisco, Kléber Cabral, como um exemplo de "efeito inibidor" sobre órgãos de controle no Brasil, após críticas à operação da PF contra auditores da Receita Federal.
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20/03 às 16:57
Pontos principais
- A Transparência Internacional, em relatório sobre o cumprimento da Convenção Anticorrupção da OCDE pelo Brasil, citou a intimação de Kléber Cabral como "efeito inibidor".
- Kléber Cabral, presidente da Unafisco, foi intimado a depor à Polícia Federal como investigado após criticar uma operação da PF contra auditores da Receita Federal.
- A operação da PF, determinada por Alexandre de Moraes a pedido da PGR, investiga auditores por suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo.
- Durante entrevista, Cabral afirmou ser "menos arriscado investigar o PCC do que altas autoridades da República".
- A Transparência Internacional avalia que o episódio gerou um ambiente de "choque e medo", comprometendo a capacidade da Receita Federal de combater a corrupção.
- O documento da Transparência Internacional descreve a intimação de Cabral como um "exemplo vívido de intimidação" que cria um forte efeito inibidor entre os auditores fiscais.
- Um auditor admitiu ter consultado dados de um parente de Gilmar Mendes, mas negou acesso a informações sigilosas, enquanto o STF e a Receita Federal apuram irregularidades.
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Kléber Cabral (presidente da Unafisco)Alexandre de Moraes (ministro)Gilmar Mendes
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