Elétricas brasileiras aumentam uso de IA e veem ganhos na casa de centena de milhões
Grandes companhias elétricas brasileiras, como Axia e Equatorial, estão expandindo o uso de inteligência artificial em suas operações e processos administrativos, gerando ganhos anuais de centenas de milhões de reais, embora especialistas apontem que o setor ainda tem um uso imaturo da tecnologia.
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28/04 às 11:33
Pontos principais
- Empresas elétricas brasileiras, como Axia e Equatorial, estão aumentando o uso de IA, com ganhos anuais que chegam a centenas de milhões de reais.
- A Axia (ex-Eletrobras) utiliza IA para prever riscos climáticos, evitar interrupções de energia e otimizar funções administrativas, gerando um impacto positivo anual de R$100 milhões.
- A Axia inaugurou uma "neocloud" e uma "fábrica de IA" no Rio de Janeiro, a primeira da América Latina, que pode ser acessada por terceiros.
- A Equatorial emprega IA na distribuição de energia para combater perdas comerciais e furtos, identificando mais de 415 mil fraudes e gerando mais de R$185 milhões em benefícios financeiros.
- Especialistas da Falconi e da IEA indicam que o uso de IA no setor elétrico brasileiro ainda é imaturo e que há uma menor especialização dos profissionais da área em comparação com outros setores.
- Apesar dos avanços, muitas empresas ainda não exploram o potencial máximo da IA, necessitando de intervenção humana em processos que poderiam ser automatizados.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Juliano Dantas (vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Axia)Maurício Velloso (diretor de Inovação, Clientes e Serviços da Equatorial)Marina Borges (vice-presidente de Operações da Falconi)
Organizações
AxiaEquatorialReutersEletrobrasCepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica)FalconiAgência Internacional de Energia (IEA)LinkedIn
Lugares
BrasilAmérica LatinaRio de Janeiro

