Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA
Nos Estados Unidos, a falta de vagas compatíveis com a formação superior tem levado quase metade dos jovens com diploma ao subemprego, um cenário agravado pelo desequilíbrio entre o número de formados e as oportunidades de nível inicial, além do impacto da inteligência artificial e outros fatores econômicos.
|
21/04 às 02:01
Pontos principais
- Quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados em dezembro de 2025, o maior nível desde o início da pandemia.
- O número de pessoas com ensino superior nos EUA cresceu 54% entre 2004 e 2024, enquanto as vagas de nível inicial aumentaram apenas 42%, gerando um desequilíbrio.
- A inteligência artificial contribui para a redução de contratações de iniciantes em setores como desenvolvimento de software e atendimento ao cliente.
- Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas também diminuem a abertura de vagas para recém-formados.
- Há um desalinhamento entre a formação universitária e a demanda do mercado, com excesso de graduados em algumas áreas (ex: ciência da computação) e escassez em outras (ex: saúde).
- Histórias como a de Cody Viscardis, formado em ciência da computação e trabalhando como eletricista, ilustram a dificuldade de encontrar emprego na área de formação.
- Estudos indicam que muitos jovens conseguem migrar para funções compatíveis com a formação em até cinco anos, mas o diploma, por si só, já não garante emprego no início da carreira.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Elena Magrini (Lightcast)Shawn VanDerziel (Associação Nacional de Faculdades e Empregadores)Cody ViscardisJaison Abel (Fed de Nova York)
Organizações
BloombergFederal Reserve (Fed) de Nova YorkLightcastUniversidade StanfordUniversidade HarvardAmazonAtlassianBlockForresterAssociação Nacional de Faculdades e Empregadores
Lugares
EUAEstados Unidos

