‘Criatividade de fazer inveja a Picasso’, diz Gilmar sobre penduricalhos de juízes
O ministro Gilmar Mendes critica veementemente os "penduricalhos" e verbas indenizatórias que inflacionam os salários de juízes e membros do Ministério Público, chamando a criatividade para burlar o teto constitucional de "fazer inveja a Picasso" e dando prazo para suspensão de pagamentos irregulares.
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25/02 às 21:17
Pontos principais
- Gilmar Mendes criticou a "criatividade" na criação de verbas indenizatórias e "penduricalhos" que elevam os salários de funcionários públicos, especialmente no Judiciário e Ministério Público.
- O ministro afirmou que o "teto virou piso" devido a pagamentos milionários concedidos por tribunais, promotorias e procuradorias.
- Ele alertou que "autonomia financeira não significa soberania financeira" e que o teto constitucional deve ser respeitado.
- Gilmar deu um prazo de 60 dias para a suspensão de pagamentos de "penduricalhos" não amparados por lei federal para membros do Judiciário e Ministério Público em todo o país.
- A decisão de Gilmar atende a um requerimento da Procuradoria-Geral da República, protocolado há seis anos, que questionava leis estaduais sobre remuneração.
- O ministro Flávio Dino também proibiu a criação de novas leis que autorizem parcelas remuneratórias ou indenizatórias que ultrapassem o teto constitucional, classificando a situação como uma "mixórdia".
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal)Pablo Picasso (pintor)Augusto Aras (ex-procurador-geral)Flávio Dino (ministro)
Organizações
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Lugares
Distrito FederalMinas Gerais

