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Crescem mortes de jovens pela polícia de SP; entidades cobram medidas

Entidades cobram medidas urgentes para proteger crianças e adolescentes da violência policial em São Paulo, após um aumento de 11% na letalidade entre 2023 e 2024, e protocolaram uma Ação Civil Pública que ainda aguarda decisão judicial.

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28/03 às 09:19

Pontos principais

  • A letalidade policial contra crianças e adolescentes em São Paulo aumentou 11% entre 2023 e 2024.
  • O Instituto de Referência Negra Peregum, Uneafro Brasil e Rede Liberdade protocolaram uma Ação Civil Pública em dezembro de 2025 para cobrar medidas de proteção.
  • A ação busca o reconhecimento da violação sistêmica do princípio da proteção integral de crianças e adolescentes pelo estado de São Paulo.
  • Entre as medidas requeridas estão a implementação obrigatória de câmeras corporais, vedação do uso de reconhecimento facial e adoção de protocolos de formação específicos.
  • Um estudo base da ação revelou que, entre 2013 e 2025, 1.010 menores de idade (10 a 17 anos) foram mortos por ação policial em SP, sendo a maioria meninos negros.
  • As entidades também pedem a criação de um fundo de tutela para crianças e adolescentes e a transparência dos dados policiais.
  • A ACP coloca em debate a política de segurança pública de São Paulo, que, segundo as entidades, reproduz práticas racistas e não oferece segurança a todos.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Izabella Gomes (consultora jurídica do Instituto de Referência Negra Peregum)Rebeca Costa (advogada da Rede Liberdade)Geraldo AlckminJoão DóriaTarcísio de FreitasAmarilis Costa (diretora executiva da Rede Liberdade)

Organizações

Instituto de Referência Negra PeregumUneafro BrasilRede LiberdadeMinistério PúblicoUnifespOEAConselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca)

Lugares

São Paulo