Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas
Uma pesquisa recente revela um aumento no percentual de mulheres brasileiras que relatam medo de serem estupradas, com 82% expressando "muito medo" em 2025, e destaca a prevalência da violência sexual dentro do círculo social da vítima e a falta de acolhimento adequado.
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02/03 às 08:30
Pontos principais
- O percentual de mulheres com "muito medo de ser vítimas de estupro" subiu de 78% em 2020 para 82% em 2025.
- 97% das mulheres vivem com algum grau de temor de violência sexual, sendo que jovens (16-24 anos) e mulheres negras apresentam medo ainda maior.
- A casa é frequentemente um local inseguro, com 72% das vítimas com até 13 anos sofrendo violência dentro do próprio lar, e 84% dos estupros cometidos por homens do círculo social da vítima.
- A pesquisa mostra que 15% das entrevistadas são sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreram a violência com 13 anos ou menos.
- Apesar do entendimento quase unânime sobre o medo de estupro, 80% das pessoas acreditam que as vítimas raramente revelam a violência sofrida.
- Há amplo apoio da população para políticas de apoio às vítimas, como acompanhamento psicológico e divulgação de serviços de saúde, mas a informação e o acesso ainda são deficientes.
- A legislação de acolhimento às vítimas é garantida por lei desde 2013, mas sua implementação e a disponibilidade de serviços ainda são um desafio em muitos municípios.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marisa Sanematsu (diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão)María Saruê Machado (diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva)Angela Freitas (comunicadora social e ativista, co-diretora da campanha "Nem Presa Nem Morta")
Organizações
Instituto Patrícia GalvãoInstituto LocomotivaAgência BrasilSistema Único de Saúde (SUS)Campanha "Nem Presa Nem Morta"
Lugares
Grande SPMinasBrasilSudesteAvenida PaulistaMuseu de Arte de São Paulo
