Copom neutro, hawkish ou dovish? Pesquisa da XP mostra divergência no mercado
O comunicado mais recente do Copom sobre a taxa Selic dividiu o mercado entre leituras neutras, hawkish e dovish, refletindo a incerteza sobre os próximos passos da política monetária brasileira em meio à piora inflacionária e riscos externos.
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30/04 às 11:00
Pontos principais
- O Copom cortou a Selic de 14,75% para 14,50%, mas o tom do comunicado gerou divergência entre economistas e investidores.
- Uma pesquisa da XP Macro revelou que 41% dos investidores consideraram o comunicado neutro, 32% hawkish e 27% dovish.
- A ausência de um 'forward guidance' explícito no comunicado visa preservar a flexibilidade do Banco Central em um cenário de incerteza global.
- A leitura hawkish é reforçada pela admissão do Copom de que a inflação está se distanciando da meta e pela menção a riscos como conflitos no Oriente Médio.
- A visão dovish se apoia na insistência do BC de que a política monetária atual já é contracionista, abrindo espaço para futuros cortes.
- Instituições como Itaú e XP revisaram suas projeções para a Selic terminal e o IPCA, indicando um custo de capital elevado por mais tempo.
- As próximas reuniões do Copom estão agendadas para junho, agosto, setembro, novembro e dezembro.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Caio Megale (economista-chefe da XP)Gustavo Sung (Suno Research)Claudia Moreno (C6 Bank)
Organizações
Comitê de Política Monetária (Copom)Banco Central (BC)XP MacroBank of America (BofA)XPSuno ResearchC6 BankItaú BBAItaúAustin Rating
Lugares
BrasilOriente Médio

