Concessão de hidrovias na Amazônia continua em estudos, diz ministro
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que os estudos para a concessão de hidrovias na Amazônia continuam, apesar da revogação do decreto inicial, e que o governo busca diálogo com a sociedade para avançar na agenda hidroviária, além de planejar novos leilões portuários.
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26/02 às 18:34
Pontos principais
- O ministro Silvio Costa Filho confirmou que os estudos para a concessão de hidrovias na Amazônia prosseguem, mesmo após a revogação do decreto.
- O decreto suspenso previa a concessão à iniciativa privada das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.
- Indígenas protestaram contra a desestatização, ocupando o escritório da Cargill em Santarém e realizando manifestações em São Paulo e Brasília.
- Silvio Costa Filho defendeu a revogação do decreto devido ao "risco de vida" dos protestos, mas ressaltou que manifestações não devem atrapalhar o desenvolvimento do Brasil.
- O governo planeja ampliar o diálogo com a população, movimentos sociais e setor produtivo para a agenda hidroviária.
- Há cinco estudos em andamento sobre o tema, dois no BNDES e três na Infra S.A., com previsão de consultas públicas.
- O ministro também anunciou a intenção de realizar leilões dos terminais de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10) e do Porto de São Sebastião ainda este ano.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Silvio Costa Filho (ministro de Portos e Aeroportos)
Organizações
Secretaria de HidroviasCargillB3BNDESInfra S.A.
Lugares
AmazôniaRio TapajósRio MadeiraRio TocantinsSantarémPorto de SantarémSão PauloBrasíliaPorto de SantosPorto de São Sebastião
