Cenário de ‘tempestade perfeita’ para alimentos preocupa e é risco também para 2027
Economistas alertam para uma possível 'tempestade perfeita' na inflação de alimentos no Brasil até 2027, impulsionada pela alta nos custos de fertilizantes e riscos climáticos associados ao El Niño.
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10/05 às 08:39
Pontos principais
- A alta nos preços dos fertilizantes, agravada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, pressiona os custos de produção agrícola.
- O fenômeno climático El Niño, previsto para ser forte em 2026, ameaça a produtividade e pode elevar significativamente o IPCA.
- Alimentos como carnes, aves, ovos e leite apresentam alta sensibilidade aos custos de combustíveis e fertilizantes.
- Analistas estimam que a inflação de alimentos pode permanecer elevada tanto em 2026 quanto em 2027, dificultando o cumprimento da meta de inflação do Banco Central.
- O peso dos alimentos no IPCA (21,3%) e no INPC (24,3%) torna o setor um dos principais vetores de risco para o custo de vida das famílias brasileiras.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gustavo Cruz (estrategista-chefe da RB Investimentos)Andréa Angelo (estrategista de inflação da Warren Investimentos)Sergio Vale (economista-chefe da MB Associados)Luis Otávio de Souza Leal (sócio e economista-chefe da G5 Partners)
Organizações
Banco CentralWarren InvestimentosRB InvestimentosMB AssociadosG5 PartnersOrganização Meteorológica MundialONUCentro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio PrazoGrupo Estado
Lugares
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