Cade analisa se houve irregularidades na venda de mina de terras raras para empresa dos EUA
O Cade instaurou um procedimento para investigar a legalidade da venda da mineradora Serra Verde, em Goiás, para a empresa americana USA Rare Earth, em um negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões.
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12/05 às 01:11
Pontos principais
- A Superintendência-Geral do Cade apura se a aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth configura um ato de concentração que deveria ter sido notificado previamente.
- O negócio, avaliado em US$ 2,8 bilhões, visa integrar a produção de terras raras desde a extração em Minaçu até a fabricação de ímãs.
- A operação enfrenta questionamentos de autoridades e partidos políticos sobre a soberania nacional e a exploração de recursos do subsolo brasileiro.
- Uma ação foi protocolada no STF pela Rede Sustentabilidade para suspender o acordo, alegando possível inconstitucionalidade.
- A mineradora Serra Verde afirma que a gestão local permanece inalterada e que o acordo permitirá acesso a tecnologias essenciais de separação mineral.
- O governo federal, por meio do MDIC, ressaltou que o subsolo pertence à União e questionou a validade de memorandos estaduais sobre o tema.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ricardo Grossi (presidente e diretor de operações da Serra Verde)Márcio Elias Rosa (ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)Heloísa Helena (deputada federal)
Organizações
CadeSerra Verde Pesquisa e Mineração S.A.USA Rare Earth, Inc.Rede SustentabilidadeSTFPSOLPGRMDIC
Lugares
MinaçuGoiásBrasilEstados UnidosFrançaReino UnidoÁsia

