Banco Central diz que guerra exige política de juros restritiva e não dá mais indicações sobre próximos passos
O Banco Central, através da ata do Copom, indicou que a guerra no Oriente Médio piorou as perspectivas de inflação no Brasil, exigindo uma política de juros restritiva e sem novas indicações sobre os próximos passos da Selic.
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24/03 às 08:07
Pontos principais
- A ata da última reunião do Copom revelou que a guerra no Oriente Médio elevou as expectativas de inflação no Brasil.
- O Banco Central avalia que a política de juros deve se manter "contracionista" devido ao cenário inflacionário.
- A taxa básica de juros (Selic) foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano, sendo o primeiro corte em quase dois anos.
- Ao contrário de reuniões anteriores, o Copom não deu indicações sobre futuras decisões da Selic, citando incerteza.
- A instituição enfatiza a necessidade de cautela e serenidade na condução da política monetária.
- O BC considera o impacto da política fiscal e a desaceleração esperada da atividade econômica.
- As decisões sobre a Selic são baseadas em projeções futuras de inflação, com um horizonte de impacto de 6 a 18 meses.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Banco Central (BC)Comitê de Política Monetária (Copom)TV Globo
Lugares
BrasilOriente Médio
