Apelo à ONU defende não prescrição dos Crimes de Maio de 2006
Organizações de direitos humanos apelam à ONU para que os Crimes de Maio de 2006 sejam considerados imprescritíveis, denunciando a omissão do Estado brasileiro e a falta de reparação às vítimas.
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05/05 às 13:17
Pontos principais
- Conectas Direitos Humanos e Mães de Maio enviaram um apelo urgente à ONU sobre os Crimes de Maio de 2006.
- As entidades denunciam a omissão do Estado brasileiro e a falta de responsabilização por 564 mortes e 110 feridos.
- A maioria das vítimas eram jovens, negros, pobres e de periferias, e as famílias não receberam reparação adequada.
- O Movimento Mães de Maio surgiu devido à impunidade e à ausência de reparação, com muitas mães adoecendo e falecendo.
- As organizações pedem à ONU que o Brasil fortaleça o controle policial, adote planos de redução da letalidade e ofereça assistência integral às vítimas.
- Solicitam que o STJ reconheça os Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos e, portanto, imprescritíveis.
- A decisão do STJ é crucial para o reconhecimento da violência estatal e a incorporação de padrões internacionais de direitos humanos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Débora Maria (fundadora do Mães de Maio)
Organizações
Conectas Direitos HumanosMovimento Independente Mães de MaioOrganização das Nações Unidas (ONU)Superior Tribunal de Justiça (STJ)Agência Brasil
Lugares
BrasilSão PauloBaixada SantistaCentro Cultural Jabaquara

