Ampliação do MCMV anima setor imobiliário – mas uso do FGTS para dívidas, não
A ampliação do programa Minha Casa Minha Vida é vista positivamente pelo setor imobiliário, mas a possibilidade de uso do FGTS para quitação de dívidas gera apreensão devido ao seu papel crucial no financiamento habitacional.
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27/04 às 11:53
Pontos principais
- O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) teve seus limites ampliados para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, sendo bem recebido pelo setor imobiliário.
- Apesar da expansão do MCMV, a proposta de usar o FGTS para quitação de dívidas gera preocupação, pois o fundo é um dos principais financiadores do setor imobiliário, respondendo por cerca de 43% dos novos financiamentos em 2025.
- O governo federal busca remediar o endividamento recorde das famílias brasileiras (49,9% da renda), e o FGTS é cogitado como uma das soluções para o programa Desenrola 2.0, embora com uma proposta menos ousada de uso do saldo.
- Especialistas e representantes do setor imobiliário alertam que o desvio de recursos do FGTS pode comprometer a capacidade de financiamento do MCMV e a sustentabilidade do crédito habitacional a longo prazo.
- A dependência do FGTS no financiamento imobiliário é um problema estrutural no Brasil, ligado às altas taxas de juros que limitam o desenvolvimento de fontes privadas de financiamento.
- Uma redução estrutural das taxas de juros seria o caminho ideal para diminuir a dependência do FGTS e permitir que o setor acesse outras fontes de financiamento, como ocorre em países como o Chile.
- Mudanças no mercado de trabalho e saques anteriores do FGTS (contas inativas, pandemia, saque-aniversário) já indicam uma tendência de uso diversificado do fundo, aumentando o receio das construtoras.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Mônica BergamoAnderson Moraes (diretor comercial da BRZ Empreendimentos)Filipe Pontual (diretor executivo da Abecip)Rodolfo Olivo (professor de Economia e Finanças na FIA Business School)
Organizações
BRZ EmpreendimentosAbecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança)Ministério da FazendaFolha de São PauloFIA Business School
Lugares
BrasilChile

