Ala econômica vê fim da 6×1 como madura no Congresso, mas texto pode afastar governo
15 de fevereiro, 2026 às 10:13
InfoMoney
Resumo
A equipe econômica do governo Lula considera a proposta de fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho como madura para aprovação no Congresso, mas o texto final pode afastar o apoio do Executivo devido a preocupações com insegurança jurídica e impactos econômicos.
Pontos principais
- A equipe econômica do governo vê o fim da escala 6x1 como pauta madura para aprovação no Congresso no primeiro semestre, impulsionada pelo cenário eleitoral.
- Há preocupação sobre o texto final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que, se mal formulado, pode gerar insegurança jurídica e afastar o apoio do governo.
- Estudo do Ipea sugere que o impacto da redução da jornada para 40 horas semanais é similar a aumentos do salário mínimo e que a maioria das empresas pode absorver o custo.
- A advogada Elisa Alonso alerta que a alteração via PEC, sem diferenciação setorial e mecanismos de adaptação, pode causar insegurança jurídica e aumento de custos.
- O setor privado, como a CNI e o agronegócio, estima impactos financeiros significativos, enquanto o governo aponta para possíveis ganhos de produtividade e benefícios sociais.
- A avaliação é que um texto acordado é crucial para a aprovação até meados do ano, evitando que o tema se torne apenas promessa de campanha.
Entidades mencionadas
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República)
Hugo Motta (presidente da Câmara)
Elisa Alonso (advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados)
Érica Hilton (deputada)
Organizações
Congresso Nacional
Broadcast
Grupo Estado
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Confederação Nacional da Indústria
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
Sistema Único de Saúde (SUS)
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
RCA Advogados
