AGU reage a Dino e contesta fim da aposentadoria compulsória para juízes
A Advocacia-Geral da União contestou no STF a decisão do ministro Flávio Dino que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição administrativa para magistrados, argumentando que a medida não deveria ter alcance geral.
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12/05 às 09:27
Pontos principais
- A AGU questiona a extensão da decisão de Flávio Dino que eliminou a aposentadoria compulsória remunerada como sanção disciplinar para juízes.
- O órgão defende que a decisão deveria se restringir ao caso individual analisado e não ser aplicada como regra geral para toda a magistratura.
- Flávio Dino baseou sua decisão na Emenda Constitucional 103 de 2019, argumentando que a aposentadoria não deve ser usada como mecanismo de punição.
- A mudança de entendimento pode permitir que infrações graves resultem na perda definitiva do cargo, sem o pagamento de vencimentos proporcionais.
- A AGU sustenta que alterações estruturais no regime disciplinar da magistratura exigem ações de controle concentrado e não controle difuso.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Flávio Dino (ministro do STF)
Organizações
Advocacia-Geral da União (AGU)Supremo Tribunal Federal (STF)Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Lugares
Brasil

