Afeganistão acusa Paquistão de bombardear hospital para usuários de drogas e matar 400 pessoas
O Afeganistão acusa o Paquistão de bombardear um hospital para usuários de drogas em Cabul, matando 400 pessoas, em meio a uma escalada dramática de conflito fronteiriço e ataques aéreos, enquanto o Paquistão nega ter atingido alvos civis.
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16/03 às 21:18
Pontos principais
- O Afeganistão acusa o Paquistão de bombardear um hospital em Cabul, resultando em 400 mortes e 250 feridos.
- O Paquistão rejeita as acusações, afirmando que seus ataques visaram instalações militares e infraestrutura de apoio terrorista, não locais civis.
- O conflito entre os dois países intensificou-se desde o final de fevereiro, com repetidos confrontos fronteiriços e ataques aéreos.
- A ONU pediu ao Talibã no Afeganistão que intensifique os esforços para combater o terrorismo, enquanto o Paquistão acusa Cabul de abrigar grupos militantes.
- O Paquistão declarou estar em "guerra aberta" com o Afeganistão, alarmando a comunidade internacional devido à presença de outros grupos militantes na região.
- Autoridades afegãs e paquistanesas apresentam números conflitantes sobre as baixas militares de cada lado.
- O presidente paquistanês Asif Ali Zardari afirmou que o uso de drones pelo Talibã no Paquistão cruzou uma "linha vermelha".
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Hamdullah Fitrat (porta-voz adjunto do governo do Afeganistão)Hedayat ShahZabihullah Mujahid (porta-voz do governo afegão)Mosharraf Zaidi (porta-voz do primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif)Attaullah Tarar (ministro da Informação paquistanês)Asif Ali Zardari (presidente paquistanês)Abdul Salam Hanafi (vice-primeiro-ministro administrativo do Afeganistão)
Organizações
Forças Armadas do PaquistãoONU (Organização das Nações Unidas)Conselho de Segurança da ONUUNAMA (Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão)TalibãTalibã paquistanêsAl-QaedaEstado Islâmico
Lugares
AfeganistãoPaquistãoCabulNangarharKandaharCatar
