Aegea testa leitura do mercado sobre ajustes contábeis
A Aegea gerou preocupação no mercado de crédito privado ao adiar e republicar balanços, mas a Polo Capital manteve a aposta na empresa, enquanto o sócio Conrado Rocha também analisou criticamente o Banco Master por sua estrutura atípica e exposição a precatórios e fundos em cascata.
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28/04 às 18:45
Pontos principais
- A Aegea adiou e republicou seus balanços de 2024 e 2025, causando forte reação e estresse no mercado de crédito privado.
- Conrado Rocha, da Polo Capital, considerou a reação exagerada, mantendo posição comprada nos papéis da Aegea, argumentando que os ajustes eram contábeis e não afetavam o caixa ou covenants.
- Os ajustes contábeis da Aegea reduziram o patrimônio líquido, mas não alteraram a geração de caixa nem a operação das concessões, com a auditoria KPMG e acionistas de peso mantidos.
- Rocha também analisou o Banco Master, destacando sua exposição à Oncoclínicas e uma estrutura atípica com captação concentrada em CDBs e ativos em fundos de investimento e precatórios.
- A análise do Banco Master revelou uma linha de R$ 8 bilhões em precatórios com apenas R$ 200 milhões reconhecidos e uma cadeia de fundos em cascata com participações em diversas empresas.
- O caso do Banco Master ganhou tração após o veto da Caixa Econômica Federal a uma emissão de letras financeiras e a proposta de compra pelo BRB.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Conrado Rocha (sócio da Polo Capital)Lucas Collazo
Organizações
AegeaPolo CapitalBanco MasterOncoclínicasGICItaúsaKPMGBanco CentralGafisaLightAliançaGetNinjasCaixa Econômica FederalBRB

