Ação judicial contesta usinas térmicas a carvão em leilão de energia
Uma ação civil pública, movida pelo Instituto Internacional Arayara, contesta a inclusão de usinas termelétricas a carvão mineral no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, alegando que contrariam a segurança energética e compromissos ambientais do país.
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05/03 às 16:14
Pontos principais
- O Instituto Internacional Arayara entrou com uma ação civil pública contra a inclusão de usinas a carvão no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP).
- A ação argumenta que usinas a carvão não possuem a flexibilidade necessária para a reserva de potência, com tempos de acionamento que podem chegar a oito horas.
- A proposta do Ministério de Minas e Energia (MME) para o leilão prevê que as usinas permaneçam ligadas por pelo menos 18 horas, o que poderia transformar a reserva em geração contínua e impactar fontes renováveis.
- O instituto afirma que a contratação de usinas a carvão contraria compromissos internacionais como o Acordo de Paris e a Política Nacional sobre Mudança do Clima.
- São citados históricos de impactos ambientais, como os da UTE Candiota III e da Usina Termelétrica de Figueira, esta última com passivos ambientais estimados em R$ 1 bilhão.
- O MME defende a inclusão de todas as fontes energéticas no leilão como medida para reforçar a segurança e a resiliência do sistema elétrico brasileiro.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Juliano Bueno de Araújo (diretor do Instituto Internacional Arayara)
Organizações
Instituto Internacional ArayaraUniãoMinistério de Minas e EnergiaEmpresa de Pesquisa EnergéticaAgência Nacional de Energia ElétricaOperador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)Petrobras
Lugares
BrasíliaParanáBrasil
