A rede clandestina que contrabandeia tecnologia da Starlink para combater apagão de internet no Irã
Uma rede clandestina está contrabandeando terminais Starlink para o Irã, onde o governo impôs um longo apagão de internet, para permitir que os cidadãos acessem informações e compartilhem o que está acontecendo no país.
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05/05 às 07:34
Pontos principais
- Uma rede clandestina, liderada por indivíduos como 'Sahand', contrabandeia terminais Starlink para o Irã para combater o apagão de internet imposto pelo governo.
- O Irã vive um apagão digital há mais de dois meses, iniciado após ataques aéreos dos EUA e Israel, e o governo justifica a medida por razões de segurança.
- A tecnologia Starlink, da SpaceX de Elon Musk, permite acesso à internet via satélite, contornando o controle governamental e a censura.
- O governo iraniano criminalizou o uso e a importação de Starlink, com penas que podem chegar a 10 anos de prisão, e várias pessoas já foram detidas.
- Apesar dos riscos, o mercado para terminais Starlink persiste, com milhares de unidades vendidas através de canais clandestinos como o NasNet no Telegram.
- Organizações de direitos humanos alertam que os apagões de internet são uma violação dos direitos humanos e permitem que o Estado controle a narrativa e reprima protestos.
- O financiamento para a compra e transporte dos terminais vem de iranianos no exterior e outros que buscam ajudar a população a ter acesso à informação.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Sahand (membro de rede de contrabando)Elon Musk (fundador da SpaceX)Mahsa AminiFatemeh Mohajerani (porta-voz do governo iraniano)Marwa Fatafta (diretora de defesa e política regional da Access Now)Roya Boroumand (diretora-executiva do Centro de Direitos Humanos Abdorrahman Boroumand)Yasmin
Organizações
BBCStarlinkSpaceXAgência de Notícias Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA)WitnessAccess NowCentro de Direitos Humanos Abdorrahman Boroumand
Lugares
IrãEstados UnidosIsraelLondresMianmarÍndiaPaquistãoRússia

