Yan Xuetong é um renomado cientista político chinês e professor da Universidade Tsinghua, reconhecido por suas contribuições no campo das relações internacionais. Ele é o fundador do 'realismo moral', uma teoria que mescla conceitos ocidentais com o pensamento político chinês antigo, enfatizando a autoridade humana na busca por respeito internacional. Atualmente, Yan Xuetong dirige o Instituto de Relações Internacionais da Tsinghua e é considerado um dos mais influentes estudiosos chineses na área, com diversas publicações e reconhecimentos internacionais.
Yan Xuetong (nascido em 7 de dezembro de 1952) é um proeminente cientista político chinês, teórico de relações internacionais e professor distinguido de Letras na Universidade Tsinghua. Ele é o diretor do Instituto de Relações Internacionais da mesma universidade e é amplamente reconhecido como um dos principais estudiosos chineses no campo das relações internacionais (RI). Yan é o fundador do 'realismo moral', um paradigma teórico neorealista que integra conceitos ocidentais com o pensamento político e diplomático chinês antigo, enfatizando a autoridade humana na busca por respeito internacional.
Nascido em Tianjin, China, Yan Xuetong teve uma formação acadêmica sólida e diversificada. Durante seus anos de ensino médio, participou do movimento "Para as Montanhas e Para o Campo" em Heilongjiang. Em 1977, foi admitido no Departamento de Inglês da Universidade de Heilongjiang, onde obteve seu bacharelado em 1982. Em 1986, concluiu seu mestrado em relações internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais. Sua formação culminou com um doutorado em Ciência Política pela Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1992, onde estudou com figuras importantes da escola realista de RI, como Kenneth Waltz.
Após sua formação, Yan trabalhou por mais de duas décadas no China Institutes of Contemporary International Relations. Em 2000, ingressou no Instituto de Relações Internacionais da Universidade Tsinghua, tornando-se chefe do Departamento de Relações Internacionais em 2007 e, posteriormente, diretor do instituto. Suas contribuições acadêmicas incluem a publicação de diversos livros e artigos, com destaque para "Analysis of China's National Interests" (1996), o primeiro livro em chinês a analisar sistematicamente o tema dos interesses nacionais da China. Em 2008, foi nomeado um dos "100 Intelectuais Públicos Mais Influentes" pela revista Foreign Policy e, entre 2014 e 2018, foi listado pela Elsevier como um dos pesquisadores chineses mais citados. Em 2019, foi eleito membro estrangeiro da Academia Russa de Ciências.