A Serrinha do Paranoá é uma área de cerrado nativo no Distrito Federal, vital para o abastecimento do Lago Paranoá com suas 119 minas d'água. Em 2026, uma proposta para alienar parte da área para cobrir dívidas do Banco de Brasília (BRB) gerou forte oposição de ambientalistas e da Justiça Federal. Atualmente, a governadora Celina Leão retirou parte da Serrinha do plano de alienação e iniciou estudos para a criação de um parque, visando sua conservação e uso sustentável.
A Serrinha do Paranoá é uma extensa área de cerrado nativo localizada no Distrito Federal, entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá. Reconhecida por sua relevância ecológica, abriga 119 minas d'água que contribuem para o abastecimento do Lago Paranoá, uma fonte estratégica de água para a população do DF. A área ganhou destaque em 2026 devido a uma proposta de inclusão de parte de seu território em um plano de alienação de imóveis públicos para garantir empréstimos destinados a sanar problemas financeiros do Banco de Brasília (BRB), gerando forte oposição de ambientalistas e a posterior decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de retirar parte da área da proposta e iniciar estudos para a criação de um parque.
Em março de 2026, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, propôs a inclusão de imóveis públicos, incluindo parte da Serrinha do Paranoá, como garantia para empréstimos visando salvar o Banco de Brasília (BRB). Essa medida, aprovada pela Câmara Legislativa do DF, tinha como objetivo cobrir o déficit do banco, que enfrentava problemas de liquidez e confiança devido a prejuízos bilionários decorrentes da compra de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez do Banco Master, transação que estava sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraude. A proposta de incluir a Serrinha gerou críticas de ambientalistas, acadêmicos, entidades civis e moradores da região, preocupados com a preservação do ecossistema local. Em abril de 2026, a governadora Celina Leão, que assumiu o cargo após a saída de Ibaneis Rocha, anunciou a retirada de parte da área de proteção ambiental da Serrinha do plano de alienação. Simultaneamente, determinou que a Secretaria de Meio Ambiente iniciasse providências para a criação do Parque da Serrinha, buscando garantir a conservação e o uso sustentável da região. Anteriormente, a Justiça Federal já havia proibido o GDF de vender a área ambiental, citando o risco de subavaliação dos imóveis.