Os protestos na Bolívia em 2026 consistem em uma série de greves e bloqueios rodoviários contra o governo do presidente Rodrigo Paz. O movimento foi desencadeado por um pacote de austeridade que eliminou subsídios a combustíveis em meio a uma inflação elevada. Atualmente, o país enfrenta instabilidade social, confrontos violentos e desabastecimento, enquanto sindicatos exigem a renúncia do presidente e a reversão das medidas econômicas.
Os protestos na Bolívia em 2026 são uma série de manifestações, greves gerais e bloqueios de rodovias que paralisam o país. O movimento é motivado pela grave crise econômica, com inflação interanual de 14% em abril, e pela insatisfação popular com as medidas de austeridade implementadas pelo governo do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o poder em novembro de 2025, encerrando duas décadas de governos socialistas.
Após 20 anos de gestão de Evo Morales e Luis Arce, o presidente de centro-direita Rodrigo Paz assumiu o governo enfrentando uma economia fragilizada pela escassez de dólares e pelo esgotamento das reservas internacionais. Em dezembro de 2025, Paz lançou um pacote de "salvamento econômico" que eliminou subsídios à gasolina e ao diesel, congelou salários do setor público e facilitou investimentos estrangeiros.
A medida gera reação imediata de sindicatos, mineradores, camponeses e transportadores. Embora o governo tenha chegado a um acordo em janeiro de 2026 para anular parte do decreto original, a manutenção do corte de subsídios e a persistente inflação mantêm a instabilidade. Em maio de 2026, a Central Operária Boliviana (COB) declara greve geral por tempo indeterminado, exigindo aumentos salariais e a renúncia de Paz. O cenário é marcado por confrontos violentos, uso de dinamite por mineradores, bloqueios em todo o território nacional e uma crise humanitária decorrente da escassez de alimentos e insumos médicos, levando governos vizinhos a expressarem preocupação.
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