Dalia López, empresária paraguaia, foi presa em abril de 2026 em Assunção, após seis anos foragida. Ela é suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos, com movimentação de mais de US$ 400 milhões. Sua prisão está ligada ao caso de falsificação de documentos que envolveu o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão em 2020, para quem ela teria providenciado os passaportes adulterados.
Dalia López, uma empresária paraguaia, foi presa em 2 de abril de 2026, em Assunção, após seis anos foragida. Ela é suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e uso de documentos públicos falsos. A prisão está diretamente ligada ao caso de falsificação de documentos que envolveu o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, em 2020, no Paraguai.
O caso que levou à prisão de Dalia López teve início em março de 2020, quando Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, foram detidos no Paraguai por entrarem no país com passaportes paraguaios adulterados. Os documentos foram emitidos em janeiro de 2020 para cidadãos paraguaios. A empresária Dalia López é apontada como a responsável por convidar Ronaldinho ao Paraguai para compromissos comerciais, utilizando uma fundação de assistência a crianças que ela teria criado para esse fim. As investigações revelaram que Dalia López seria a líder de uma organização criminosa que movimentou mais de US$ 400 milhões entre 2015 e 2020, por meio de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos. O Ministério Público paraguaio inicialmente considerou que Ronaldinho e Assis haviam sido enganados, mas a Justiça determinou a prisão preventiva dos irmãos devido ao risco de fuga e à impossibilidade de extradição de cidadãos brasileiros. Eles foram mantidos em prisão domiciliar em um hotel em Assunção após o pagamento de fiança e, posteriormente, fizeram um acordo com a Justiça paraguaia que permitiu seu retorno ao Brasil, mediante o pagamento de multas. Dalia López permaneceu foragida por seis anos até sua captura, quando foram encontrados em seu local de esconderijo cerca de US$ 220 mil e 330 milhões de guaranis em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos.