O Força da Sibéria 2 é um projeto de gasoduto estratégico que visa conectar as reservas de gás da Península de Yamal, na Rússia, ao mercado chinês via Mongólia. A infraestrutura é essencial para a estratégia russa de redirecionar exportações após a perda de mercados europeus. Embora o projeto tenha enfrentado incertezas, um memorando vinculativo assinado em setembro de 2025 reafirmou o compromisso entre as nações, apesar de persistirem desafios sobre preços e viabilidade econômica.
O Força da Sibéria 2 é um projeto de gasoduto de grande escala planejado para conectar as reservas de gás natural da Península de Yamal, na Rússia, ao mercado chinês, atravessando o território da Mongólia. Considerado pela estatal russa Gazprom como um dos maiores projetos de infraestrutura do setor de gás no mundo, o gasoduto visa consolidar a parceria energética entre Moscou e Pequim, servindo como uma alternativa estratégica para a Rússia após a perda de mercados europeus.
O projeto começou a ser debatido por volta de 2020, ganhando tração significativa após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que resultou em sanções ocidentais e na redução drástica das exportações de gás russo para a Europa. A construção do gasoduto é vista como um pilar da "aliança estratégica" entre Vladimir Putin e Xi Jinping.
Embora o projeto tenha enfrentado incertezas — incluindo a exclusão temporária de planos de obras pela Mongólia em 2024 —, um memorando juridicamente vinculativo foi assinado em setembro de 2025. O gasoduto terá cerca de 6.700 quilômetros de extensão e capacidade projetada para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente. As negociações, contudo, permanecem complexas, envolvendo impasses sobre o preço do gás, volumes de compra e a viabilidade econômica diante da transição energética da China para fontes renováveis.
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