Desde 1970, as populações de peixes migratórios de água doce em todo o mundo sofreram uma redução de aproximadamente 81%. Essa crise silenciosa é impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a construção de barragens, poluição por plásticos e outras substâncias, e pesca predatória. As mudanças climáticas agravam a situação, promovendo a degradação e fragmentação dos habitats, resultando em rios mais secos e desconectados. Isso impede que os peixes migrem para se alimentar ou reproduzir, essenciais para seu ciclo de vida.
Na América Latina, 55 espécies de peixes migratórios de água doce foram identificadas como ameaçadas. A Bacia Amazônica, em particular, é uma das regiões mais afetadas, com 20 espécies amazônicas destacadas em um estudo de caso. A seca extrema na Amazônia, impulsionada pelas mudanças climáticas, tem um impacto gigantesco nesses recursos hídricos e, consequentemente, nas espécies que deles dependem. A conservação dessas espécies é crucial não apenas para a biodiversidade, mas também para a segurança alimentar e econômica das populações ribeirinhas.