Darren Woods é o CEO e presidente da ExxonMobil desde 2017, com uma carreira de longa data na empresa. Ele lidera a gigante do petróleo em meio a debates sobre transição energética, defendendo o Acordo de Paris e investindo em tecnologias de captura de carbono. Apesar disso, Woods e a ExxonMobil enfrentam críticas por suas emissões e posicionamento sobre as mudanças climáticas, sendo nomeado um dos "vilões climáticos" por publicações e questionado por ativistas e pelo Congresso.
Darren Wayne Woods é um empresário americano que atua como CEO e presidente da ExxonMobil desde janeiro de 2017. Nascido em 16 de dezembro de 1965, Woods tem uma formação em engenharia elétrica e administração de empresas, tendo passado a maior parte de sua carreira na ExxonMobil. Ele é conhecido por sua liderança na empresa em um período de transição energética, defendendo o Acordo de Paris e investindo em tecnologias de captura de carbono, embora também tenha enfrentado críticas relacionadas às emissões da empresa e ao seu posicionamento sobre as mudanças climáticas.
Darren Woods nasceu em Wichita, Kansas, e sua juventude foi marcada por morar perto de várias bases militares dos EUA devido ao trabalho de seu pai. Ele obteve um bacharelado em engenharia elétrica pela Texas A&M University e um MBA pela Kellogg School of Management da Northwestern University. Woods ingressou na Exxon em 1992, construindo uma carreira de 24 anos na empresa antes de assumir a liderança. Sua ascensão a CEO ocorreu após a nomeação de seu antecessor, Rex Tillerson, como Secretário de Estado dos EUA por Donald Trump.
Ao contrário de Tillerson, que se concentrava em negociações e exploração, Woods é um veterano do setor de refino de petróleo. Antes de se tornar CEO, ele dirigiu as divisões de refino e química da empresa, que foram responsáveis pela maior parte do lucro líquido da ExxonMobil em 2016. Em 2017, Woods apresentou um plano de crescimento que incluía perfurações nas bacias de Permian e Bakken, além de expressar otimismo sobre o projeto Sakhalin da Exxon na Rússia. Ele também endossou publicamente o Acordo de Paris, chegando a escrever uma carta ao então presidente Trump em maio de 2017, instando os EUA a permanecerem no acordo. No entanto, em 2020, a Bloomberg News relatou que a Exxon planejava aumentar suas emissões anuais de carbono em cerca de 17%, um plano que teria sido aprovado por Woods. Em 2021, Woods negou perante o Congresso que a Exxon havia ocultado pesquisas sobre a contribuição da indústria petrolífera para a crise climática. Em 2022, foi nomeado um dos principais "vilões climáticos" dos EUA pelo The Guardian. Em 2024, sua remuneração total da ExxonMobil foi de US$ 44,1 milhões.