O Consenso de 1992 é um termo político que descreve um entendimento alcançado em 1992 entre representantes semioficiais da República Popular da China e de Taiwan, servindo como base para as trocas diplomáticas entre os dois lados do Estreito. Embora não tenha havido um acordo formal, o consenso implica o princípio de "Uma China", mas com interpretações divergentes por cada lado. A China continental o considera uma pré-condição para o diálogo, enquanto em Taiwan, sua interpretação é disputada, com o Partido Democrático Progressista o rejeitando e o Kuomintang o aceitando sob a premissa de "Uma China, diferentes interpretações".
O Consenso de 1992 é um termo político que descreve o resultado de um encontro em 1992 entre representantes semioficiais da República Popular da China (RPC) e da República da China (ROC), também conhecida como Taiwan. Este consenso é frequentemente apontado como a base diplomática para as trocas semioficiais entre os dois lados do Estreito de Taiwan, iniciadas no início dos anos 1990. Para a RPC, o Consenso de 1992 é uma pré-condição para o diálogo trans-estreito. A interpretação do consenso é disputada, especialmente em Taiwan, onde o Partido Democrático Progressista (PDP) o rejeita, enquanto o Kuomintang (KMT) o entende como "Uma China, diferentes interpretações".
Após décadas de silêncio e a retirada do governo do Kuomintang para Taiwan em 1949, as relações entre a China continental e Taiwan começaram a ser reestabelecidas. Em 1986, um incidente envolvendo a deserção de um piloto da China Airlines para a China continental levou o governo da ROC a negociar o retorno da aeronave, quebrando sua política de "não contato". Nos anos seguintes, organizações semioficiais foram criadas para regular as crescentes trocas através do Estreito de Taiwan. Em novembro de 1992, representantes da Associação para Relações Através do Estreito de Taiwan (ARATS) da RPC e da Fundação para Intercâmbios no Estreito (SEF) da ROC se reuniram em Hong Kong. Embora não tenha havido um acordo formal ou declaração conjunta, a SEF emitiu um comunicado de imprensa afirmando que "cada lado expressa sua própria interpretação verbalmente para resolver este problema espinhoso [de Uma China]". A ARATS, por sua vez, declarou que "respeitava e aceitava plenamente" a proposta de Taipei de usar declarações verbais para a posição de cada lado sobre a questão. O termo "Consenso de 1992" foi cunhado posteriormente, em abril de 2000, por Su Chi, ex-secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan.