António José Seguro emergiu como um dos dois candidatos que se qualificaram para o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, realizadas em 18 de janeiro de 2026. Ele liderou o primeiro turno com 31,13% dos votos, posicionando-o em uma disputa contra o populismo, representado por André Ventura, que obteve 23,49%. Este cenário eleitoral reflete uma polarização política no país, que foi redesenhado pelo avanço do Chega, partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política nas últimas eleições parlamentares. Uma pesquisa do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, divulgada em 26 de janeiro de 2026, indicou uma vitória expressiva de Seguro no segundo turno, com 70% das intenções de voto. O segundo turno, realizado em 8 de fevereiro de 2026, confirmou a vitória de António José Seguro, que obteve 66,7% dos votos válidos contra 33,3% de André Ventura, segundo prévias da apuração e pesquisas de boca de urna. Este resultado, se confirmado, pode igualar o recorde de Mário Soares, que conquistou 70,4% dos votos em sua reeleição, e superar o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2021 com pouco mais de 60% dos votos. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, completa quase uma década no Palácio de Belém e está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, abrindo espaço para uma corrida inédita à presidência. Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado com funções principalmente institucionais e simbólicas, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. Em crises políticas, o presidente pode ganhar mais poder, podendo vetar leis, dissolver o Parlamento e convocar eleições. O segundo turno das eleições foi adiado em alguns municípios do sul e centro de Portugal devido a tempestades, afetando cerca de 37 mil eleitores. A tempestade Kristin, no final de janeiro, deixou 5 mortos e quase meio milhão de pessoas sem energia no país.
Após a confirmação de sua vitória, Seguro fez seu primeiro pronunciamento como presidente eleito, afirmando: "A resposta que o povo português deu hoje, o seu compromisso com a liberdade, a democracia e o futuro do nosso país, deixa-me naturalmente comovido e orgulhoso da nossa nação". André Ventura reconheceu a derrota em suas redes sociais, agradecendo aos apoiadores e declarando: "Não vencemos estas eleições presidenciais, mas estamos a fazer história! Obrigado pela confiança". Ventura também expressou a intenção de liderar o espaço político da direita, apesar da derrota.