Visão geral
André Ventura é um político português, líder do partido de extrema-direita Chega. Em janeiro de 2026, Ventura foi candidato à presidência de Portugal, liderando as pesquisas de intenção de voto com 24%, embora também apresentasse a maior taxa de rejeição entre os principais concorrentes, cerca de 60%. Sua candidatura e o avanço do Chega representam uma mudança no cenário político português, tradicionalmente polarizado entre socialistas e sociais-democratas. Após o primeiro turno das eleições presidenciais, André Ventura avançou para o segundo turno, que ocorreu em 8 de fevereiro de 2026, disputando a presidência com António José Seguro, da centro-esquerda. No primeiro turno, Ventura obteve 23,49% dos votos em Portugal, enquanto entre os eleitores portugueses no Brasil, ele liderou com 48,81% dos votos. Esta foi a primeira vez em quatro décadas que uma eleição presidencial em Portugal foi decidida em segundo turno. Uma pesquisa realizada entre 20 e 21 de janeiro de 2026, pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica, indicou que António José Seguro venceria o segundo turno com 70% das intenções de voto, contra 30% para André Ventura. O resultado final do segundo turno, em 8 de fevereiro de 2026, confirmou a vitória de António José Seguro com 64% dos votos válidos, enquanto André Ventura obteve 36%. Apesar da derrota, a ascensão de Ventura e do Chega reflete a crescente influência da extrema direita em Portugal e na Europa.
Contexto histórico e desenvolvimento
André Ventura emergiu como uma figura proeminente na política portuguesa através do partido Chega, que se tornou a segunda maior força política do país nas eleições parlamentares anteriores a 2026. A sua candidatura à presidência em 2026 ocorreu em um contexto de instabilidade política em Portugal, com a eleição sendo convocada após o então presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, ser impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo. A disputa presidencial de 2026 foi marcada por uma fragmentação inédita do eleitorado, com Ventura liderando as sondagens, o que, segundo analistas, já representaria uma vitória política para ele e para o Chega, ampliando o poder de negociação do partido. O resultado do primeiro turno das eleições confirmou a polarização política, com Ventura e António José Seguro avançando para o segundo turno, refletindo a disputa entre a centro-esquerda e os movimentos populistas. António José Seguro liderou o primeiro turno com 31,13% dos votos, enquanto Ventura ficou em segundo com 23,49%. Após o resultado, Ventura afirmou estar pronto para o desafio final, criticando o adversário por defender "mais impostos para distribuir mais subsídios, quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça". A ida para o segundo turno, que não ocorria há 40 anos em eleições presidenciais portuguesas, reforça o acirramento da disputa. No entanto, uma pesquisa de 20 a 21 de janeiro de 2026, divulgada pelo jornal Público e realizada pelo Cesop da Universidade Católica, apontou uma vantagem consolidada para Seguro no segundo turno, com 70% das intenções de voto contra 30% de Ventura, indicando uma inclinação clara da maioria do eleitorado. O segundo turno, realizado em 8 de fevereiro de 2026, confirmou a vitória de António José Seguro, que obteve 64% dos votos válidos contra 36% de André Ventura. As tempestades que afetaram Portugal nas semanas anteriores ao segundo turno levaram ao adiamento da votação em alguns municípios do sul e centro do país, afetando cerca de 37 mil eleitores. André Ventura criticou o governo por manter a data das eleições, defendendo o adiamento em solidariedade às vítimas das chuvas. António José Seguro, por sua vez, expressou solidariedade aos afetados e pediu que os cidadãos comparecessem às urnas.
Linha do tempo
- 9 de janeiro de 2026: André Ventura participa de evento de campanha presidencial.
- 18 de janeiro de 2026: Eleições presidenciais em Portugal (primeiro turno). André Ventura avança para o segundo turno com 23,49% dos votos em Portugal e 48,81% dos votos no Brasil.
- 20-21 de janeiro de 2026: Pesquisa do Cesop/Universidade Católica indica vitória de António José Seguro no segundo turno com 70% dos votos, contra 30% para André Ventura.
- 8 de fevereiro de 2026: Segundo turno das eleições presidenciais em Portugal. António José Seguro é eleito presidente com 64% dos votos válidos, enquanto André Ventura obtém 36%.
Principais atores
- André Ventura: Líder do partido Chega e candidato à presidência de Portugal. Finalista no segundo turno das eleições de 2026, obteve 23,49% dos votos no primeiro turno em Portugal e 48,81% no Brasil. No segundo turno, conquistou 36% dos votos válidos.
- Chega: Partido de extrema-direita liderado por André Ventura.
- Marcelo Rebelo de Sousa: Presidente de Portugal que antecedeu a eleição de 2026, impedido de concorrer a um terceiro mandato.
- António José Seguro: Candidato socialista nas eleições presidenciais de 2026. Finalista e vencedor do segundo turno das eleições de 2026, liderou o primeiro turno com 31,13% dos votos e foi eleito presidente com 64% dos votos válidos no segundo turno. Com 63 anos, posicionou-se como um candidato moderado, buscando cooperar com o governo minoritário de centro-direita e repudiando as posições anti-imigração de Ventura. Após o primeiro turno, discursou que "com a nossa vitória, venceu a democracia, e voltaremos a ganhar no dia 8 de fevereiro. Convido todos os democratas e progressistas a se unirem na luta contra o ódio e a discriminação".
- João Cotrim de Figueiredo: Deputado do Parlamento Europeu pelo Iniciativa Liberal e candidato à presidência em 2026. Ficou em terceiro lugar no primeiro turno com 15,99% dos votos.
- Luis Marques Mendes: Candidato pela coligação PSD/AD nas eleições presidenciais de 2026.
- Universidade Católica de Lisboa (UCP) / Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop): Instituição que realizou pesquisas de intenção de voto e projeções de abstenção para as eleições de 2026, incluindo a pesquisa para o segundo turno.
Termos importantes
- Chega: Partido político português de extrema-direita, liderado por André Ventura.
- Semipresidencialismo: Sistema de governo adotado em Portugal, onde o presidente é o chefe de Estado (com funções mais cerimoniais, mas com poder de dissolver o Parlamento e destituir o governo em momentos de crise) e o primeiro-ministro chefia o governo. Em momentos de crise política, o presidente ganha maior relevância institucional, comandando as Forças Armadas e podendo dissolver o Parlamento ou destituir o governo.
- Abstenção: Ato de não votar em uma eleição. Nas eleições presidenciais de 2026, as projeções indicavam uma abstenção entre 37% e 43%.
- Segundo turno: Etapa de uma eleição que ocorre caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Previsto para 8 de fevereiro de 2026, foi a primeira vez em quatro décadas em Portugal para uma eleição presidencial. No primeiro turno de 2026, André Ventura e António José Seguro avançaram para esta etapa.
Notícias relacionadas
António José Seguro é eleito presidente de Portugal em 'cordão sanitário' contra ultradireita
8 de fev, 2026
Pesquisa aponta ampla vantagem de socialista em 2º turno presidencial histórico em Portugal
6 de fev, 2026
Pesquisa aponta vitória de socialista António Seguro no 2º turno presidencial em Portugal
27 de jan, 2026
