Modelos de 'calendário de padres' em Roma não pertencem ao clero
O popular 'Calendário Romano' utiliza modelos que não são religiosos, revelando que a obra é um projeto artístico e não um registro oficial.
Pontos principais
- O 'Calendário Romano' é um souvenir vendido há duas décadas em lojas próximas ao Vaticano.
- Reportagem do jornal La Repubblica confirmou que a maioria dos homens retratados não faz parte do clero.
- Giovanni Galizia, um dos modelos mais famosos, posou para as fotos aos 17 anos.
- O fotógrafo Piero Pazzi defende o projeto como uma iniciativa artística sem vínculo com a Igreja Católica.
O famoso 'Calendário Romano', um souvenir amplamente comercializado em Roma há vinte anos, teve sua autenticidade questionada após uma reportagem do jornal La Repubblica revelar que a maioria dos homens retratados como padres não pertence ao clero. Entre eles está Giovanni Galizia, que estampou o calendário após posar aos 17 anos e descreveu a experiência como uma brincadeira. O fotógrafo responsável, Piero Pazzi, esclareceu que o material é uma obra artística e não possui qualquer vínculo oficial com o Vaticano. Apesar da revelação, o produto permanece como um sucesso de vendas em lojas próximas à Santa Sé. Enquanto alguns críticos apontam a natureza enganosa do marketing, defensores do projeto argumentam que a iniciativa serve como uma forma de aproximar a imagem do clero ao público jovem através de uma estética comercial.
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