Em teste com camundongos, uma molécula projetada por IA igualou um remédio clínico com menos efeitos colaterais, mirando 11 receptores.
Uma equipe do Instituto de Design de Proteínas da UW Medicine, em Seattle, e da biotech Skape Bio gerou miniproteínas contra 11 receptores acoplados à proteína G (GPCR), ligados a câncer, diabetes, obesidade, enxaqueca, coceira e dor; o GPCR é uma das classes de alvos de medicamentos mais importantes e mais difíceis de atingir. O estudo, publicado na quinta-feira na revista Nature, mostrou pela primeira vez que a IA consegue desenhar proteínas sob medida para ligar e desligar esses receptores, gerando tanto agonistas quanto antagonistas.
Estruturas obtidas por cryo-EM de cinco miniproteínas bateram de perto com os modelos computacionais, e em um teste com camundongos uma das moléculas funcionou tão bem quanto um remédio já em uso clínico, com menos efeitos colaterais. A equipe também construiu um sistema de triagem de alto rendimento capaz de testar até 100 mil designs contra GPCRs em células humanas vivas, mantendo os receptores em seu ambiente natural de membrana.
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