Diante de uma crise financeira severa, marcada por uma queda de 44% no lucro líquido e margem operacional de apenas 4,3%, a Volkswagen avalia ceder linhas de produção ociosas em suas fábricas alemãs para montadoras chinesas, como SAIC e Xpeng. A medida visa otimizar a capacidade produtiva de plantas como Zwickau e Emden, que operam abaixo do potencial devido à baixa demanda e à intensa concorrência global. O plano de reestruturação da companhia inclui o corte de 50 mil postos de trabalho até 2030, tornando a busca por eficiência uma prioridade estratégica imediata para a gestão.
A iniciativa conta com o apoio do governo da Baixa Saxônia, com o ministro Dirk Panter defendendo a parceria como um meio de preservar a competência industrial e garantir empregos na região. Apesar do suporte político local, a proposta enfrenta resistência no parlamento alemão, onde legisladores apontam riscos de espionagem industrial e dificuldades na integração de culturas corporativas distintas. Este movimento reflete uma mudança histórica na indústria automotiva alemã, que agora considera importar modelos e processos de gestão da Ásia para enfrentar a pressão competitiva dos veículos elétricos chineses no mercado europeu.
InfoMoney • 19 mai, 11:58
Folha de São Paulo - Mercado • 19 mai, 11:10
G1 - Economia • 19 mai, 07:44
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