O setor de seguros rurais no Brasil enfrenta um cenário desafiador em 2026, com projeção de queda de 3,9% na arrecadação. A situação é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo cortes significativos na subvenção federal, juros elevados (Selic a 15%) e a crescente ocorrência de eventos climáticos extremos. Em 2025, um bloqueio de R$ 445,1 milhões na subvenção federal já havia impactado o setor, e o governo Lula justificou os cortes por restrições fiscais, vetando um trecho da LDO que blindava esses recursos.
A falta de previsibilidade e o apoio público insuficiente têm levado a uma redução drástica na área agrícola segurada, que despencou de 13,7 milhões para pouco mais de 3 milhões de hectares em 2025. Especialistas alertam para um "ciclo vicioso" que impede a renegociação de dívidas e aumenta a exposição dos produtores a riscos. Diante desse quadro, o mercado de seguros pressiona o governo pela retomada do apoio e pela previsibilidade dos recursos, enquanto um projeto de lei da senadora Tereza Cristina busca tornar a despesa com subsídios obrigatória para o seguro rural.
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