Neel Kashkari e Beth Hammack, presidentes de Feds regionais, justificaram suas dissidências na declaração de política monetária do Fed, alertando para incertezas e a inadequação de sinalizar um corte de juros.

Os presidentes do Federal Reserve de Minneapolis e Cleveland, Neel Kashkari e Beth Hammack, respectivamente, explicaram suas dissidências em relação à declaração de política monetária do Fed. Ambos argumentaram que não é mais apropriado sinalizar que o próximo movimento do banco central provavelmente será um corte na taxa de juros, com as declarações feitas separadamente na sexta-feira.
Hammack justificou sua posição alertando para o aumento da incerteza em torno das perspectivas econômicas, especialmente para 2026. Ela observou a resiliência da atividade econômica dos EUA e o desemprego próximo do pleno emprego, mas ressaltou que as pressões inflacionárias continuam disseminadas, com a alta dos preços do petróleo adicionando mais pressão. Kashkari, por sua vez, focou nos riscos inflacionários elevados decorrentes do conflito no Oriente Médio, que podem prolongar a inflação acima da meta. Ele argumenta que os riscos de aumento dos preços da energia, impulsionados por esse conflito, podem prolongar a inflação e que o Fed deveria adotar uma orientação que permita tanto um corte quanto uma alta de juros.
Antes do conflito entre EUA, Israel e Irã, Kashkari estava confiante na desaceleração gradual da inflação americana. No entanto, ele agora alerta que o choque no mercado de petróleo não mostra sinais de arrefecimento e ameaça novas altas de preços, especialmente com a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, o que dificultaria o transporte de petróleo, gás e outras commodities importantes da região. A posição de Kashkari e Hammack reflete uma visão de que as condições econômicas atuais podem não justificar a expectativa de um corte iminente nas taxas, indicando uma postura mais cautelosa dentro do Federal Reserve.
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