Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos usuários da IA Claude nos Estados Unidos possui alta renda, destacando uma disparidade socioeconômica na adoção de ferramentas de inteligência artificial.
Uma pesquisa recente da Epoch AI/Ipsos, realizada em março e abril de 2026, revelou uma significativa disparidade socioeconômica entre os usuários de inteligência artificial nos Estados Unidos. O estudo aponta que 80% dos adultos americanos que utilizaram a IA Claude na semana anterior residem em lares com renda anual igual ou superior a US$ 100.000. Em contraste, apenas 37% dos usuários de Meta AI se encontram nessa mesma faixa de renda, enquanto outros grandes provedores de IA registram entre 56% e 64% de seus usuários em domicílios de alta renda.
Essa concentração de usuários de alta renda para o Claude ocorre em um período de crescimento para a plataforma. O uso de Claude entre adultos nos EUA aumentou de 3,0% no início de março para 4,3% no início de abril de 2026, sendo o único serviço de IA a apresentar uma tendência de alta clara nesse curto período, embora ainda esteja abaixo de outros serviços como o ChatGPT, que alcança 30% de uso. O Índice Econômico da Anthropic de março de 2026, baseado em 1 milhão de conversas, também indica que a IA se tornou uma infraestrutura no local de trabalho, com 49% das categorias de trabalho utilizando Claude para pelo menos um quarto de suas tarefas.
Globalmente, a adoção da IA mostra uma tendência de concentração, com os 20 principais países respondendo por 48% do uso per capita, um aumento em relação aos 45% anteriores. Este padrão sugere que os benefícios da IA podem estar se concentrando em regiões já ricas, levantando questões sobre a convergência econômica e a potencial ampliação da desigualdade global.
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