A nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve enfrenta obstáculos no Senado dos EUA devido a preocupações com conflitos de interesse e falta de transparência em seu patrimônio milionário.

A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed) está enfrentando considerável resistência no Senado dos Estados Unidos. O principal ponto de discórdia é o patrimônio de Warsh, avaliado em mais de US$ 100 milhões, que apresenta lacunas e informações incompletas, levantando sérias preocupações sobre potenciais conflitos de interesse. Democratas do Senado, em particular, expressaram alarme sobre os US$ 100 milhões em ativos supostamente "não declarados" por Warsh, o que deve complicar suas audiências de confirmação na próxima semana.
A senadora democrata Elizabeth Warren criticou a falta de transparência e solicitou o adiamento da audiência de confirmação, argumentando que uma parte significativa dos ativos de Warsh não foi detalhada devido a acordos de confidencialidade, impedindo uma avaliação ética adequada. As regras de ética do Fed, que foram endurecidas em 2022, proíbem certos tipos de investimentos, mas a declaração de Warsh indica exposição a empresas do setor financeiro digital e criptomoedas, o que pode gerar incompatibilidades. O governo Trump tem como objetivo confirmar Warsh até 15 de maio, mas o cronograma é desafiador, dadas as complexidades envolvidas e a necessidade de Warsh desinvestir de vários ativos para cumprir as exigências éticas.
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